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dez 18 2009

Comprar imóvel requer pesquisa e responsabilidade

Categoria: Dicas e Sugestões

O brasileiro, na média, compra dois imóveis durante a vida, diferentemente de outros bens de consumo que são trocados regularmente. Somente esse motivo seria suficiente para o consumidor tomar todos os cuidados possíveis antes e após a assinatura do contrato de compra e venda.

Mas, algumas pessoas ainda deixam-se levar pelo impulso e acabam fazendo maus negócios. “Não se compra imóvel sem antes pesquisar, conversar com amigos e analisar as condições financeiras. O mais importante é que as parcelas do financiamento caibam no bolso do trabalhador. Não se pode esquecer também que em edifícios há o rateio de despesas entre os moradores e no momento de receber as chaves, existem despesas cartoriais e com a prefeitura”, esclarece João Crestana, presidente do Secovi-SP.

Para ajudar os compradores nesse momento decisivo, o Sindicato da Habitação de São Paulo elaborou um decálogo com dicas de compra segura e responsável. “São informações simples, de fácil entendimento, que podem ser muito úteis para quem está se preparando para adquirir um imóvel”, enfatiza Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Dez dicas para ajudar a decidir responsavelmente e com segurança a compra do imóvel

1) Decida-se pela região onde quer morar e, principalmente, quanto pretende e pode gastar com a compra do imóvel. Lembre-se: a aquisição da moradia é um dos passos mais importantes na sua vida e precisa ser dado com segurança, com muito debate junto ao cônjuge e filhos. Leve em conta as necessidades futuras da família.

2) Escolha o tipo de imóvel que pretende adquirir: usado, novo ou na planta. Pense na metragem ideal, se quer casa ou apartamento (andar baixo ou alto, de frente, de fundo ou tanto faz), número de vagas de garagem, com ou sem varanda, ampla ou nenhuma área de lazer (piscina, salão de festas, jogos). Se escolher condomínio, pense até quanto pretende ou pode pagar de taxa de rateio de despesas.

3) Faça suas contas. A hora é boa também para pensar na melhor forma de financiamento. Com banco ou parcelado com a construtora durante o período de obras? Pretende usar recursos do FGTS? Se o imóvel for novo ou usado, há sempre a opção de obter financiamento bancário (os sites de vários bancos oferecem simuladores das parcelas do financiamento). Caso disponha de uma boa reserva financeira – ou algum bem que possa ser vendido, como carro – é possível utilizá-la na entrada da compra do imóvel.

4) Decidido, visite o local escolhido e verifique quais empreendimentos existem no entorno. Aproveite e analise a infraestrutura disponível na região, bem como os serviços oferecidos, como escolas, padarias, supermercados, farmácias, hospitais, linhas de ônibus e metrô próximos, parques. Visite o empreendimento durante o dia e, principalmente, à noite. Não tenha pressa. Vá a estandes de vendas, visite decorados, converse com corretores e pense muito, pois a decisão tem de ser responsável e exclusivamente da sua família. Depois de percorrer a área escolhida não tenha medo de expandir horizontes e procurar imóveis em bairros próximos. A internet também é uma ótima opção para as buscas. Visite sites especializados na venda de imóveis, de imobiliárias, construtoras e incorporadoras.

5) Ao optar pela compra de um usado, seja firme com o corretor quanto às definições do tipo de imóvel almejado. Dê preferência ao profissional que conhece o imóvel. Peça informações a ele antes de marcar a visita. Se estiver fora das suas especificações, não vá. Evite também ficar nas mãos de muitos profissionais. Prefira o sistema de exclusividade (em que o imóvel está disponível em apenas uma imobiliária). 6) Se o imóvel for novo ou na planta, usualmente o valor da comissão é cobrado separadamente do preço. Se o imóvel for usado, a comissão é paga pelo vendedor, mas saiba que caberá a você o pagamento da comissão proporcional ao valor do seu imóvel dado como parte do pagamento. Nesse momento é importante não se envolver emocionalmente com o dono do imóvel que vai comprar. Deixe que o corretor negocie.

7) Na hora de apresentar uma proposta, ponha-se no lugar do vendedor. Evite propostas absurdas, como descontos elevados, por exemplo. Se ele aceitar, deve haver algo errado. Certifique-se do que está e do que não está incluído no valor e converse abertamente, evitando constrangimentos futuros. Questione sobre aquilo que não entender e exija respostas claras e precisas. Muita atenção com os documentos do imóvel e do proprietário, que devem preferencialmente ser analisados por um advogado de sua confiança.

8) Ao escolher comprar um imóvel na planta, pesquise a história e a atuação da empresa construtora/incorporadora e, se possível, visite uma obra já entregue por ela. Peça uma cópia do registro da incorporação ao corretor e antes de assinar o contrato de Compra e Venda. Consulte o que diz a Lei 4.591/64 (Condomínios e Incorporações) e submeta-a a um advogado conhecido. Apesar de conterem basicamente as mesmas cláusulas, não é demais a análise de um especialista em mercado imobiliário. Acompanhe o estágio das obras por meio de visitas ao empreendimento ou pela internet. Muitas empresas oferecem o serviço em seus sites.

9) Programe-se. Os valores das prestações pagas durante o período da construção do empreendimento podem ser diferentes das parcelas de financiamento do saldo devedor. Atenção: até a entrega das chaves, o saldo devedor é corrigido mensalmente pelo INCC ou CUB. Após a entrega das chaves, você terá a opção de quitar a dívida, usar os recursos do FGTS para amortizar parte do valor – caso seja a aquisição do primeiro imóvel – e financiar o restante com o banco. Há taxas atrativas e prazos longos disponíveis no mercado. O fundamental, no entanto, é que a parcela – fixa ou reajustável - caiba no seu bolso.

10) Após a liberação do financiamento, a assinatura da escritura do imóvel e a entrega das chaves, o comprador tem de pagar o ITBI à Prefeitura e as taxas de registro cartorárias. Juntas, elas correspondem a aproximadamente 4% do valor de compra do imóvel. Programe-se e faça uma reserva financeira. Nunca deixe de registrar sua escritura no Registro de Imóveis, mesmo que não tenha contratado financiamento. Mais: quando receber o imóvel, leia as instruções de uso e o Manual do Proprietário para certificar-se das garantias da sua unidade. Os prazos legais são diferentes para os vários componentes.

Pamela (Beatriz Frias)

dez 17 2009

O desafio de preservar o patrimônio histórico

Categoria: Mercado Imobiliário

Grandes ou pequenas, todas as cidades têm em comum os imóveis que as originaram. A igreja, a estação de trem, o primeiro prédio da prefeitura, a primeira fábrica, a escola primária, e por aí vai.

Com raríssimas exceções, todas as cidades também se desenvolveram no entorno dessas edificações históricas. E, com o crescimento natural, terminaram por engolir aquelas que não foram tombadas por órgãos das esferas federal, estadual ou municipal. E aquelas tombadas não necessariamente estão preservadas.

Assim, o que deveria ser um patrimônio transforma-se em símbolo de descaso. É invadido, vira depósito de lixo. Como é tombado, nenhuma intervenção pode ser feita. Ele fica lá, sem utilidade, enquanto as cidades, que demandam áreas para continuar crescendo (sim, porque pessoas nascem) têm de optar pelo espraiamento que obriga investimentos em infraestrutura, em transporte e faz com que os habitantes vivam cada vez mais longe do trabalho (o que agrava o trânsito, a poluição etc.).

Conforme dados divulgados, 40% dos imóveis tombados ou em processo de tombamento na cidade de São Paulo estão abandonados, destruídos ou desfigurados – neste último caso, já nem guardam o desenho original de sua construção. Mas a Capital tem também exemplos de como é possível preservar integralmente um imóvel tombado e, no seu entorno, realizar empreendimentos imobiliários.

Um dos casos mais emblemáticos, sem dúvida, é o da Casa das Rosas, na Avenida Paulista, verdadeiro ícone da harmoniosa aliança entre desenvolvimento e respeito ao patrimônio histórico, além de prova inconteste de que a melhor maneira de preservar é usar.

A Europa e mesmo os Estados Unidos reúnem inúmeros projetos que atendem a essa filosofia. Além disso, oferecem incentivos fiscais para que os proprietários de imóveis históricos cuidem de sua manutenção.

Em recente artigo publicado na imprensa, o sociólogo e arquiteto Nestor Goulart Reis, professor titular da Faculdade de Arquitetura da USP, defendeu a criação de uma nova política de preservação, de forma que os órgãos envolvidos na tarefa atuem de maneira convergente.

Segundo ele, “as áreas de interesse histórico podem e devem ser integradas de modo adequado à vida contemporânea. Seu interesse para o presente garante sua sobrevivência e pode atrair investimentos para sua conservação”, diz.

Está na hora de todas as cidades repensarem suas práticas e estabelecerem diretrizes que permitam a convivência pacífica entre passado, presente e futuro. Havendo programas viáveis e planejamentos com regras claras, certamente a indústria imobiliária poderá contribuir decisivamente para a memória nacional – e para a prosperidade dos brasileiros.

Romeu Chap Chap

dez 11 2009

Especialistas apontam cenário favorável para setor imobiliário em 2010

Categoria: Mercado Imobiliário

Estive presente no evento promovido pela Fiabci/Brasil e pelo Secovi-SP na Sexta- Feira passada (04/12/09), onde foi apontado um cenário muito favorável para o setor imobiliário em 2010 e estavam presentes economistas e empresários deste setor. Ricardo Yazbek, presidente da Fiabci/Brasil e vice-presidente do Secovi-SP, coordenou a mesa-redonda, que reuniu o vice-presidente da Brasil Brokers, Julio César Piña Rodrigues; Luiz Antonio Nogueira de França, presidente da Abecip; Walter Lafemina, diretor superintendente da Brookfield e Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco.

O economista Octavio de Barros destacou o forte interesse atual dos investidores estrangeiros no País. "Antes as solicitações de informações visavam um horizonte de um a dois anos, e agora a demanda por expectativas de longo prazo - 10, 20 anos - tiveram um aumento brutal", explicou Barros, que prevê 6,1% de crescimento do PIB para o ano que vem, contra 5,4% que era a sua previsão anterior.

O vice-presidente da Brasil Brokers, Júlio César Piña Rodrigues, acredita no potencial de crescimento do segmento de comercialização de imóveis novos e usados. "Nós estamos muito animados", afirmou o empresário, que aposta em um crescimento do setor em torno de 25% em 2010.

O presidente da Abecip, Luiz Antonio de França, também demonstrou otimismo. "2009 foi bom. Em 2010 será o ano em que veremos a curva ascendente", afirmou França, que destacou o crescimento do poder aquisitivo da população.

"Mais pessoas poderão realizar o sonho da casa própria - comprando ou migrando para imóveis melhores - e melhorar a qualidade de vida. Nos próximos anos, a movimentação do mercado deve ser grande. Os bancos privaos estão aparelhados e dispostos a financiar a produção como os imóveis novos e do mercado secundário. Cada imóvel novo movimenta cerca de quatro imóveis usados. Então, temos um mercado enorme."

Para o empresário Walter Lafemina, da Brookfield, o cenário é empolgante. "Neste ano nós vendemos mais do que lançamos. O estoque caiu", informou. Ele aposta na continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida, que - segundo ele - deve impulsionar a produção e também as vendas de imóveis, principalmente, do segmento econômico.

"Temos tudo para dar certo. Só não podemos fazer besteiras. O nosso cliente está muito bem informado e ninguém mais compra no impulso", alertou o executivo, que é conselheiro do Secovi-SP e foi presidente do Sindicato entre 1998 e 2000. Em suma, a economia do Brasil tende a crescer muito e, com ela, o mercado imobiliário possui ótimas perspectivas não somente para 2010, mas também para os próximos anos. Lembrando - se de que as oportunidades para serem exploradas neste mercado serão principalmente: os imóveis semi-novos - em São Paulo e cidades desenvolvidas - e a classe econômica, devido à expansão desta e a ajuda do programa Minha Casa Minha Vida.

Pamela (Beatriz Frias)

Fernandez Mera

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